sexta-feira, junho 29, 2007

Confesso ainda que começo a não perceber o que significa jocoso
( começo a temer também...)

daqui:

do Lat. jocosu
adj.,
chistoso;
trocista;
que provoca riso;
faceto.

Nota a acrescentar e a ter em consideração:
a repetição ou exposição ou divulgação de palavras ditas por Ministros , mas que não deviam ter sido pensadas e muito menos proferidas*
Quando as expressões jocosas são proferidas por Membros do Governo ou por eles perfilhados são inócuas, como aquela dos "medicamentos fora de prazo... para os pobrezinhos"( citando:*"Certamente essa Associação [Associação Nacional de Farmácias, a que pertence o participante] tem pobres inscritos. Talvez pudesse facultar esses produtos farmacêuticos para serem utilizados")

*"Nunca vou a um SAP e nunca irei"
Tendo em conta a definição de jocoso não me parece grave fazer rir e, como já dizia o nosso falecido e tão actualizado Eça "O riso é a mais útil forma da crítica porque é a mais acessível à multidão". E, criticar, que eu tenha tido conhecimento, ainda não é crime. Eu cresci a pensar que as críticas eram uma das vantagens da democracia. Cresci a pensar que vivia num país livre onde as pessoas são livres de opinar ( eu não disse insultar). O meu pai ensinou-me a dar valor à liberdade, porque ele cresceu e viveu outros tempos que, ao que parece e sem que eu perceba deixaram saudades a muitos.
Confesso que tive alguma dificuldade em etiquetar o post anterior.

quinta-feira, junho 28, 2007

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. "

Rui Barbosa(1914)

"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia."


Nietzsche





Pintura: "Solidão em bola de sabão" - Manuela Pinheiro

quarta-feira, junho 27, 2007


Mais uma sugestão musical: Stacey Kent

Jazz Vocal



ouvir aqui

Estará em Portugal a 20/07 no Auditório de Espinho

Site Oficial

terça-feira, junho 26, 2007

"Quanto mais me elevo, menor pareço aos olhos de quem não sabe voar"

Nietzsche

Soneto da fidelidade





De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



Vinicius de Moraes

domingo, junho 24, 2007


S. João

Há uns anos que não ía para o Porto festejar o S.João...

Ficam aqui algumas fotos, que foram o meu entretenimento maior nesta noite, porque, a festa, já não a consigo apreciar.
Hei-de voltar para a reviver com os meus filhos, quando forem um pouco maiores.




sexta-feira, junho 22, 2007

Um blog muito recente e muito, muito interessante.

A não perder!!!

A lei da selva
Manuel António Pina
( no Jn de hoje)
Almeida Garrett perguntava-se no século XIX quantos pobres seriam necessários para fazer um rico.
Em Portugal, no século XXI, a resposta é 10.
De facto, para que a situação económica em Portugal seja hoje "boa" para uns poucos ("bastante boa" para 8%, "muito boa" para 2% e decerto "muitíssimo boa" para a meia dúzia do costume), é "má" ou "muito má" para 90% dos portugueses. Os números são do Eurobarómetro, agora divulgado em Bruxelas, onde Portugal surge na cauda da Europa quanto à satisfação dos cidadãos com a situação económica. A jangada de pedra portuguesa vai à deriva a caminho do Terceiro Mundo e a responsabilidade não é de ventos e marés, é da marinhagem neo-liberal que nos tem conduzido. Os últimos governos de Portugal (o seu a seu dono do PS, do PSD e do CDS, todos "sociais" ou "socialistas" de nome) são os recordistas europeus da produção de pobres cada vez mais pobres e ricos cada vez mais ricos. E a coisa não ficará por aqui. Em 2008, iremos ter os piores aumentos salariais entre os países da OCDE. Um aumento real de apenas 0,2%, enquanto no resto da UE os aumentos vão ser de 1,4%. E os desempregados serão 7,1%, contra 6,6% na UE. O problema da desigualdade em Portugal já não é económico ou financeiro, é moral.

Enriquecimento curricular deve ter abordagem lúdica

( no JN de hoje)


(...)
" "A nossa preocupação é garantir que as crianças possam ter as duas horas diárias (de enriquecimento curricular), mas que o trabalho pedagógico seja mais próximo do brincar", disse à agência Lusa Lucília Salgado, docente da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) e coordenadora do estudo."
(...)
"No estudo ontem apresentado em Coimbra, durante um encontro internacional subordinado ao tema "Aprender em Tempo de Lazer o Enriquecimento Curricular", os investigadores concluíram que estas actividades devem manter-se, embora com uma nova abordagem pedagógica."
(...)
" "O problema são os tempos de lazer das crianças. Têm 25 horas de aulas por semana, mais dez horas de aulas de enriquecimento curricular, mais trabalhos de casa. É um horário superior a um trabalhador da construção civil", argumentou."

Trata-se, de facto, de uma carga horária exagerada. Mas, não confundamos momentos de aprendizagem e estudo com trabalho efectivo. Quer as 25 quer as 35 horas não são tão intensivas quanto isso... Mas, como mãe e como encarregada de educação concordo que as crianças ( e os jovens também) passam muito tempo longe da família.
Mas, foi precisamente para que se pudesse exigir mais aos pais trabalhadores que se "encontrou" esta "solução" do enriquecimento curricular(?). Ocupam-se as crianças, libertam-se os pais de uma ocupação ( e de uma responsabilidade) e os patrões ficam cada vez mais satisfeitos ( ... que rico socialismo!).
E, quem perde?
São as crianças. É a sociedade futura. É o próprio país. Perdemos todos nós.
As crianças crescem londe do pai, da mãe e dos irmãos. Vivem um dia-a-dia muito pobre em termos afectivos e emocionais, podendo vir a transformar-se em adultos menos felizes e estáveis. Estamos a formar um novo tipo de cidadãos. E, seguramente, não é melhor.
O crescimento harmonioso da criança bem como o seu desenvolvimento emocional equilibrado está posto em causa.
O que me preocupa e nos devia preocupar a todos é isto: o que fazer para que pais e mães tenham mais tempo de qualidade com os seus filhos e os possam ajudar, acompanhar e assistir de facto ao seu desenvolvimento.
Necessitarão estes jovens estudantes de actividades de enriquecimento curricular?
Não!!
Precisam da mãe e do pai e da família.
E, com estes, é que se enriquece verdadeiramente e muito.
Não nos mostrem estudos que justifiquem a necessidade destas 2h diárias de enriquecimento curricular ( não nos atirem mais areia para os olhos) e muito menos que desvirtuem o sentido de estudo responsável pretendendo-as lúdicas. Isto é ridículo.
As crianças não podem aprender sempre a brincar sob pena de formarem uma ideia lúdica da vida e do trabalho. Aprender e estudar são coisas sérias e responsáveis. Ao transformarmos as aprendizagens em actividades lúdicas induzimos em erro as nossas crianças e criámos-lhes a falsa noção de que as coisas são fáceis e divertidas. A vida não é lúdica e muito menos fácil!

Não confundamos as nossas crianças. Corremos o sério risco de as tornarmos cada vez menos aptas, menos conscientes da realidade, menos preparadas, menos responsáveis e cada vez mais longe de se tranformarem em cidadãos autónomos, responsáveis e com competências próprias para opinar e intervir livremente.

quinta-feira, junho 21, 2007

quarta-feira, junho 20, 2007


Rabih Abou-Khalil



Das repetidas sessões de trabalho entre Rabih Abou-Khalil, músicos da sua banda e os fadistas Ricardo Ribeiro e Tânia Oleiro, resultou um surpreendente número de songs, com as letras que Jacinto Lucas Pires escrevera para um projectado espectáculo de cruzamento com a expressão mais tradicional do Fado. A sofisticação do canto destes nossos jovens artistas conduziu o músico libanês a um território que se autonomiza a olhos vistos e que passa a excluir a presença convencional do Fado. Digamos que a mitologia que inspirou Jacinto Lucas Pires, a partir das palavras de Silva Tavares e do universo que Alfredo Marceneiro imortalizou, se liberta na originalidade da música de Khalil.

ver post anterior sobre Rabih Abou-Khalil

Políticas educativas e iliteracia científica
Luís Filipe Torgal 2007-06-19


A escola massificada de hoje está, portanto, mais burocratizada, mais pragmática, mais folclórica, mais niilista, mais cínica e menos séria. Só as (virtuais) estatísticas do sucesso educativo interessam.
(...)
"...este Governo ter, literalmente, varrido a excelência do conhecimento científico do sistema educativo básico e secundário."
(...)
"Com tal política educativa, este ME deixa bem claro as suas prioridades: desprezar e penalizar os docentes com maiores preocupações (ou mesmo excepcionais habilitações) científicas e glorificar os "docentes burocratas" - especializados em gestão escolar e, em muitos casos, em "Eduquês". "
(...)
ler este artigo de opinião na íntegra aqui




O meu filho gostou da folha, organizou o espaço e pediu-me que tirasse uma fotografia. E, ficou assim:

terça-feira, junho 19, 2007

domingo, junho 17, 2007

Mika - Any Other World

In any other world
You could tell the difference
And let it all unfurl
Into broken remnants

Smile like you mean it
And let yourself let go

'Cause it's all in the hands of a bitter, bitter old man
Say goodbye to the world you thought you lived in
Take a bow, play the part of a Lonely, lonely heart
Say goodbye to the world you thought you lived in
To the world you thought you lived in

I tried to live alone
But lonely is so lonely, alone
So human as I am
I had to give up my defenses

So I smiled and tried to mean it
To make myself let go


'Cause it's all in the hands of a bitter, bitter old man
Say goodbye to the world you thought you lived in
Take a bow, play the part of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world you thought you lived in
To the world you thought you lived in

'Cause it's all in the hands of a bitter, bitter old man
Say goodbye to the world you thought you lived in
Take a bow, play the part of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world you thought you lived in
To the world you thought you lived in

Say goodbye to the world you thought you lived in [x2]
Say goodbye

In any other world
You could tell the difference

[Spoken]
"I never ever, I forget my story.
My face is no sad, but inside, I am sad."

Mika - Grace Kelly

Vale a pena ouvir as "vozes" e os timbres que Mika consegue, mesmo que não se goste da música...

sábado, junho 16, 2007

Os olhos, que aos meus, são os mais lindos do mundo :)))




Sábado foi assim...




esperemos que Domingo seja melhor...

sexta-feira, junho 15, 2007

quinta-feira, junho 14, 2007




Uma sugestão de leitura e algumas citações



A GP no seu Sarrabiscos sugeria há uns tempos a leitura deste livro. Comprei-o há pouco tempo e parei as leituras em curso para lhe dar uma vista de olhos, como faço sempre que compro um livro por sugestão. Pois normalmente a primeira leitura faço-a na livraria antes de me decidir a comprar.
Estou a gostar imenso do livro e recomendo-o.

A seguir deixo alguns excertos que achei muito interessantes.

"... algumas vezes, até parece que a simplicidade emana do andamento da vida e que bastaria um pequeno gesto de espírito para passarmos para o lado de lá de tantas incomodidades que nos fazem viver como se tivéssemos calçado dois números abaixo da forma da alma."

"Felizmente, acho que consegui fazer um acordo honrado entre aquilo que sou e o que queria ser e isso tem-me facilitado a vida: conto, e quase me enterneço, com a minha fragilidade e nunca me peço heroicidades."

"... um dia descoberto ( o amor), é o que nos vai fazer passar para o lado de lá do medo, da angústia e do desencanto."

"Foi só para essa normalidade que fixámos as regras: para os poderes, os bens, os trabalhos, os amores, e são elas que nos magoam. Quem pressente que não foi para isso que nascemos não pode conformar-se, tem de tentar descobrir outra vida e dizer aos outros como ela é."

António Alçada Baptista in " O Riso de Deus"




R






Cidadãos mobilizam-se contra a privatização do Rivoli



Várias centenas de pessoas vão protestar hoje contra a privatização do Rivoli, aproveitando a estreia naquele teatro do Porto do musical "Jesus Cristo Superstar", pela companhia de Filipe la Féria. A manifestação (às 20h30 em frente ao Rivoli) será silenciosa, levando cada manifestante um R (de Rivoli), em protesto "contra a forma como a Câmara do Porto tem gerido esta questão, à revelia da comunidade artística da cidade". Também em Lisboa haverá uma concentração à mesma hora, no Largo Camões, em solidariedade com os manifestantes do Porto, «em nome de um serviço público para a cultura e de teatros abertos e plurais».

quarta-feira, junho 13, 2007


A educação emocional é um desafio da escola no século XXI



"O que permite o desenvolvimento de uma consciência emocional é o exercício continuado de tentar descrever as emoções sentidas, expressando-as por meio de palavras e do uso de etiquetas ou rótulos verbais precisos. É fundamental ser capaz de identificar as próprias emoções para entendê-las e para, só depois, conseguir entender as dos outros. Só quando se consegue avaliar com exactidão o que os outros sentem é que se pode reagir de forma solidária. Daí se conclui, portanto, que não se pode pretender ensinar solidariedade, sem antes educar emocionalmente.

Quando as crianças não desenvolvem na infância estas habilidades e competências socioemocionais, podem tornar-se adultos insensíveis e indiferentes à dor e ao sofrimento alheios, inclusive quando estes são causados por si mesmo. Por isso, a educação emocional e a educação de valores são importantes, desde a infância, para promover o desenvolvimento de uma personalidade socialmente equilibrada."


Educação emocional
Paulo Périssé 2007-06-01


ler artigo na íntegra aqui


Cultura literária é fundamental
2007-06-13

A literacia e a cultura literária contribuem para exercício de uma cidadania activa e responsável. Cabe aos governos de cada país promover estes hábitos.

"Níveis de literacia elevados e uma forte cultura literária são elementos indispensáveis para assegurar uma sociedade de cidadãos responsáveis, activos e solidários. Os governos deviam, por isso, reconhecer que os seus interesses e os dos editores estão em perfeita sintonia." Foi esta a principal mensagem que Ana Maria Cabanellas, presidente da International Publishers Association (IPA), pretendeu transmitir no seu discurso de abertura da Feira Internacional do Livro de Seul 2007, que se realizou na Coreia do Sul.
"Os estudos têm demonstrado que os cidadãos com hábitos de leitura são mais propensos a participar activa e voluntariamente em acções sociais, visitar exposições e museus e assistir a espectáculos artísticos." Cidadãos leitores e informados, sublinha a responsável, representam mais benefícios para a sociedade no seu todo.

terça-feira, junho 12, 2007

Recebi esta mensagem de um AMIGO e gostei muito:
A vida faz-se de momentos...
Somos canoas e a melhor forma de avançar é não contrariar muito a corrente, apreciando a vida nos momentos em que as águas fluem serenamente e lutando para não nos virarmos nem colidirmos com muita violência numa rocha. Podemos, muitas vezes, pensar que somos nós a conduzir, navegando mais para o lado de uma margem ou de outra mas, na realidade, seguimos sempre o sentido da corrente.

Um marcador de livros que um amigo me trouxe de Londres ( do British Museum)


domingo, junho 10, 2007

A Solidão e o Livro

É no livro que encontro, muitas vezes, companhia. E, na música também. Quando a capacidade de concentração mo permite, o livro acompanha-me. Gosto de ler. Gosto muito. Sinto-me frustrada e, inevitavelmente, mais só quando não consigo ler ( o que me acontece com frequência, quando estou menos bem comigo). Uma música e um cigarro acompanham muitas vezes este hábito.
REFLEXÕES

Porque é que há dias menos felizes?

Há dias em que acordo menos bem, mais triste, sem energias. Dias em que não tenho vontade de fazer seja o que for, em que não suporto a solidão e, não sei o que fazer para contornar este estado, que me irrita verdadeiramente.

Sinto faltas...

...de energia
... de companhia
... de companheiro
... de amigos ... que afasto ou não procuro
... de atenção
... de carinho
... de motivação para ser e estar!

Será a falta de um verdadeiro Amor assim tão importante?

Amar e ser amado é ambição ( e necessidade) de muitos de nós, porque o Amor é uma fonte indiscutível de equilíbrio.
Busque Amor novas artes, novo engenho


Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.


Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê.


Luís de Camões



Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas





Depois do 25 de Abril, Portugal continuou a comemorar o 10 de Junho e a prestar tributo ao poeta d’«Os Lusíadas». Com uma diferença: a Revolução dos Cravos foi pretexto para rebaptizar o 10 de Junho como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.


REFLEXÕES



Como preencher um dia inteiro comigo?




Natureza morta


quinta-feira, junho 07, 2007

Outra flor





" Ninguém está livre de dizer coisas estúpidas. O grave é dizê-las com ênfase."

Montaigne (1533-1592), escritor e ensaista francês, considerado por muitos como o inventor do ensaio pessoal.


As flores que vejo por aí...


... da Urbe


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segunda-feira, junho 04, 2007